ESTRUTURA DE GERENCIAMENTO DE RISCO E DE CAPITAL

A nossa visão

A Credifisco é uma cooperativa de crédito classificada como S5, conforme artigo 5, V, da Resolução 4.553 do Banco Central do Brasil, voltada principalmente para o segmento de crédito consignado para pessoas físicas pertencentes ao quadro dos funcionários públicos do Estado de São Paulo e demais entidades que com ela tenham fechado parceria. O tratamento dos riscos é transversal a todas as áreas e é considerado em todas as decisões da cooperativa, sendo elaborado por área específica e submetida para aprovação ao Conselho de Administração.

Cooperados. Tendo, portanto, um perfil considerado conservador na aceitação de riscos e, consequentemente, tendo um baixo nível de apetite a riscos. Todos os riscos identificados, mapeados e controlados serão reavaliados com frequência máxima anual, exceto no caso de obrigações advindas de legislação ou riscos individuais que, dado a sua natureza ou gravidade, podem vir a exigir um tempo de monitoramento inferior ao anual.

Classificação

Os riscos deverão ser classificados de acordo com a sua probabilidade e relativa

gravidade/impacto quando causados, sendo elas estimadas em termos de:

Probabilidade

Muito Baixa – Probabilidade de ocorrência menor que 20%

Baixa – Probabilidade de ocorrência entre 20% e 40%

Média – Probabilidade de ocorrência entre 40% e 60%

Alta – Probabilidade de ocorrência entre 60% e 80%

Muito Alta – Probabilidade de ocorrência maior 80%

Impacto

Muito Baixo – Impacto desprezível para a Cooperativa

Baixo – Impacto desprezível para a Cooperativa

Médio – Impacto relevante, mas não afeta as atividades da cooperativa

Alto – Impacto relevante e afeta os resultados da cooperativa

Muito Alto – Impacto pode encerrar as atividades da Cooperativa

Os riscos deverão ser classificados de acordo com a sua probabilidade e relativa

gravidade/impacto quando causados, sendo elas estimadas em termos de:

*Quadro 1 – Modelo de Matriz de Probabilidade x Impacto

A Credifisco é uma instituição que tem por objetivos principais:

 

I – o desenvolvimento de programas de poupança, de uso adequado do crédito e de prestação de serviços,praticando todas as operações ativas, passivas e acessórias próprias de cooperativas de crédito;

II – proporcionar, através da mutualidade, assistência financeira aos associados em suas atividadesespecíficas;

III – a formação educacional de seus associados, no sentido de fomentar o cooperativismo

 

No que tange ao Gerenciamento de Riscos, cabe ao Conselho de Administração da Cooperativa:

Fixar os níveis de apetite por riscos na RAS;

Aprovar e revisar as políticas, estratégias e limites de gerenciamento de riscos e de capital;

Assegurar a aderência da instituição às políticas, estratégias e aos limites de gerenciamento de riscos;

Assegurar a correção tempestiva das deficiências da estrutura de gerenciamento de risco;

 

Assegurar que a instituição mantenha os níveis adequados e suficientes de capital e de liquidez.

Caso o Conselho de Administração não possa dispor tempestivamente sobre eventos de risco, caberá aos diretores da instituição, devidamente assistidos pelo Chief Risk Officer (CRO), assegurar a aderência da instituição aos limites impostos em suas políticas. O CRO tem como atribuições: Supervisão do desenvolvimento, da implementação e do desempenho da estrutura de riscos citada, juntamente com seu aperfeiçoamento; Responsabilidade pela adequação das atividades da instituição, à RAS e aos objetivos estratégicos da instituição, das políticas, dos processos, dos relatórios, dos sistemas e dos modelos utilizados no gerenciamento de riscos;

Responsabilidade pela capacitação dos responsáveis pela atividade de gerenciamento de Riscos (Funcionários da unidade de riscos, acho que ainda não se aplica a Credifisco)

Participação das tomadas de decisões estratégicas relacionadas ao gerenciamento de riscos, e quando aplicável, ao gerenciamento de Capital

Os riscos aos quais a Cooperativa está sujeita são constantemente tratados, conforme o ciclo de vida a seguir:
  • Identificar ameaças (potenciais vulnerabilidades) e possíveis perdas decorrentes do risco.
  • Avaliar a relevância e efetividade dos controles já existentes.
  • Mensurar impactos e probabilidade de ocorrências de eventos de riscos.
  • Tratar: Aceitar, diminuir, transferir ou eliminar os riscos.
  • Monitorar indicadores de Risco (KRI) e as perdas envolvidas.
  • Reportar: gerar relatórios para a alta administração e para os seus funcionários.
  • Controlar/Mitigar – Coordenado internamente com a área de controle interno e auditoria externa. Todos as alterações nos riscos deverão ser analisadas e ter o seu respectivo documento modificado e aprovado pelo Conselho de Administração.

A Estrutura Simplificada de Gerenciamento Contínuo de Riscos e de Capital é compatível com o modelo de negócios da Credifisco, com a natureza de suas operações, e com a complexidade dos seus produtos e serviços. Atua por meio de normativas e metodologias condizentes com as atividades e os processos da instituição.

Risco Operacional: Define-se como risco operacional a possibilidade de ocorrência de perdas resultantes de eventos externos ou de falha, deficiência ou inadequação de processos internos, pessoas e sistemas, inclusive quanto à terceirização de serviços e política de continuidade de negócios.

Risco Socioambiental: Define-se como risco operacional a possibilidade de ocorrência de perdas resultantes de eventos externos ou de falha, deficiência ou inadequação de processos internos, pessoas e sistemas, inclusive quanto à terceirização de serviços e política de continuidade de negócios.

Risco de Crédito: Define-se como risco de crédito a possibilidade de ocorrência de perdas associadas ao não cumprimento pela contraparte de suas obrigações nos termos pactuados, a desvalorização ou redução de remunerações e de ganhos esperados em instrumentos financeiros e a reestruturação de instrumentos financeiros, de custos de recuperação de exposições caracterizados como ativos problemáticos, bem como, se os provisionamentos sejam suficientes em face do risco de crédito incorrido pela instituição.

Risco de Liquidez: O risco de liquidez é definido como a possibilidade de a instituição não ser capaz de honrar eficientemente suas obrigações esperadas e inesperadas, correntes e futuras, incluindo as decorrentes de vinculação de garantias, sem afetar suas operações diárias e sem incorrer em perdas significativas.

Risco de Mercado: Possibilidade de ocorrência de perdas resultantes da flutuação nos valores de mercado de posições ativas e passivas detidas pela por uma Instituição Financeira.

Gerenciamento de Risco de Capital: A Política de Risco de Capital tem como objetivo estabelecer as diretrizes para o gerenciamento de capital, permitindo que a Credipaulista esteja adequada à legislação vigente, em especial a Resolução 4.557/2017 do Banco Central, e ofereça aos seus interessados qualidade e gestão segura do patrimônio dos Cooperados.

Risco Socioambiental: Define-se risco socioambiental, como a possibilidade de ocorrência de perdas das instituições financeiras e demais autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil, decorrentes de danos socioambientais. O risco socioambiental deve ser identificado como um componente das diversas modalidades de risco a que estão expostas as instituições, e suas diretrizes devem obedecer aos princípios de relevância e proporcionalidade.