APERTO FINANCEIRO II
Editorial Econômico do jornal “O Estado de São Paulo” (02/05/2010) informa que, no dia seguinte à Decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) sobre o aumento da taxa Selic, que não foi surpresa para ninguém, pessoas físicas e empresas já denotavam aumento das taxas de juros nos empréstimos solicitados. Uma das razões para o “frisson” repentino do mercado, aduz o articulista (e com o qual concordamos), seria a longa sensação de segurança e estabilidade irradiada pelas autoridades ao mercado, que não mais conseguiu se sustentar. Na realidade, a situação da economia e da segurança americana reclama atenção; a situação da zona do euro continua a preocupar pelo contágio, conforme já chamávamos a atenção em 23/02/2010 na notícia “O aperto financeiro”; por essa continuidade ruim do quadro econômico as bolsas despencam globalizadamente. Com o mundo andando de lado, a balança comercial do Brasil não poderia ir melhor, uma vez que não temos com quem transacionar. Para completar, o JP Morgan rebaixou a recomendação das ações da Petrobrás por “gastos elevados e retorno reduzido”, sendo seguido pelo banco suiço UBS, que confirmou a mesma preocupação em relação ao mercado. A nossa recomendação continua a mesma de anteriormente: não é hora de arriscar, nem de pular de galho em galho – acautelemo-nos.
06/05/2010